Rio Engano

2015-2019

Helder Martinovsky e Raquel Stolf

Instalação: filme 16mm transferido para vídeo digital (cor, p/b), fotografia digital, proposição sonora, monitores (4 telas), aparelho de som, três caixas de som (chão)

A instalação foi construída em parceria com Helder Martinovsky, a partir de uma relação com o rio Engano, localizado em Angelina-SC e Alfredo Wagner-SC. É composta por um filme (16mm transferido para vídeo digital; cor, p/b), por uma fotografia digital (http://www.raquelstolf.com/?p=4001) e uma proposição sonora, a partir de registros do rio e seus arredores. A proposição sonora foi composta por gravações de campo do rio Engano e seus entornos, por registros de um carro de boi, por gravações dos ruídos/processos da câmera 16mm filmando o rio Engano e por composição em contra-baixo de Helder Martinovsky (@heldermartinovsky) – gravação e edição: Helder Martinovsky e Raquel Stolf.

Os filmes utilizados foram negativo 16mm coloridos e p/b, vencidos, revelados em processo reversível (positivo direto). Uma parte foi revelada com água da chuva devido à estiagem na época. Helder Martinovsky vem utilizando filmes vencidos que ganhou de conhecidos ao longo dos anos. As câmeras utilizadas foram a Krasnogorsk-3 e Bolex H-16 (à corda), e Aaton 16mm. Segundo Helder, “essas câmeras permitem (e exigem) que se trabalhe num tempo menos acelerado, o que faz parte do processo de captura como um todo.”

O trabalho integrou a exposição homônima, com Helder Martinovsky, no Espaço Armazém – Coletivo Elza, Florianópolis, de 7 a 27 de setembro de 2019 – como parte da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – Fronteiras em Aberto – Polo SC. Como parte da exposição, foram apresentadas também fotografias p/b (estudos de rio) de Helder Martinovsky e uma proposição de Raquel Stolf (SOU TODA OUVIDOS).

• Fragmento do texto (rio) engano em três margens, de Raquel Stolf (para a exposição Rio Engano):

rio engano

isto não é um rio, isto é um filme de um rio, filme-rio, ou dois filmes de dois ou mais rios homônimos, ou ainda, um nome que indica dois ou mais rios, ou uma película gravada em dias de sol súbito, de sol nublado ou dublado (em cores impredizíveis). ou isto é um filme vencido, que perdeu os prazos. um filme que procura enganos. um filme off, abrupto, distante, fora do campo da visão, lodoso, pedregoso e com buracos, passagens e fundos, com equívocos entre ver-ler e escutar, sob dormir e sonhar. um filme-rio tentando pegar um atalho para outro começo, outro susto, outro vulto de rio, outro desvio aberto para uma correnteza de longas beiras, riocorrente, riverrun, rutilante, rumorosa, ofegante. filme-curva escorregadia com chãos/pausas de pedras alisadas e porosas. num plano imaginado, desloucado. ou isto são imagens fora de lugar (barragem) e que foram pegas emprestadas, aderidas, pressentidas, inconclusas, obtusas ou precariamente fisgadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

• Vista geral da instalação, detalhes (foto, som, vídeos), registros da projeção de fragmentos em 16mm (na abertura da exposição), contatos de fragmentos do filme e convite da exposição. Registros por Raquel Stolf e Helder Martinovsky.

• Para escutar a proposição sonora:

• Para assistir aos vídeos (em baixa resolução): 

Rio Engano, 2015-2019 (com Helder Martinovsky) | 2019 | ___________, outras escritas e escutas, outras pedras e buracos, outros ruídos, listas e coleções